LA DOLCE VITA ACADÉMICA

15.13 - O Sexo e a Cidade em directo do Palácio da Justiça de Coimbra:

Sessão da tarde. Acareação entre Leal Barreto e José Manuel Carrilho.Tribunal pretende esclarecer duvidas sobre as “letras” que meio mundo assinou. Carrilho confirma que Barreto tentou angariar a sua assinatura para as livranças. Confirma que recebeu vários telefonemas do responsável pelo Dolce Vita. Leal não se recorda. O construtor admite que preferiu entregar em papel en vez de assinar de letra. Depois de ter falado com o quadro da Amorim Imobiliária (Actual Chamartin), o anadiense passou a tratar de tudo com José Eduardo Simões, a quem terá dado um donativo”no sentido de ajudar a Académica”. Mais um benemérito!

José Manuel Carrilho afirma que recebeu uns 3 telefonemas de Leal Barreto. Leal Barreto, admite “em tese” que pode ter feito uma chamada. para José Manuel Carrilho. Mas nunca duas ou três.  Se lhe ligou, foi para tentar arrendar um partamento em Buarcos, refere o ex-funcionário do Casino da Figueira. Quem mente? Não se arranjam umas escutas?

José Luís Trindade estranha o número pouco redondo do donativo (67 388€). Carrilho não consegue explicar. Afirma que está arrependido de ter dado para o peditório do fundo imobiliário de JES. O Sócio também deu o mesmo valor. São 134 776€.  O procurador diz que o guito foi um empréstimo transformado em donativos. O benemérito da Bairrada diz que é alheio à forma como  o papel foi contabilizado pela Académica. Diz que não lhe é fácil recordar coisas de há anos. O MP acha muito estanho que um crédito tenha sido transformado em dádiva.

Carrilho estranha que não Barreto não se lembre dele. Recorda-lhe  que esteve com ele em Leiria. Na Calçada do Rego(?). Estiveram a ver um terreno. Mas Barreto desmente. Ai, ai, ai…que nunca mais saímos daqui. Venha o Polígrafo, a Teresa Guilherme, a Júlia Pinheiro e a Iva Domingues. Pensando bem, que venha só esta última.

15:55 - Está cá uma brasa! A sala de audiencias não tem ar condicionado. No cimo da sala há duas ventoinhas. Para a próxima, que para nós não será a seguinte (2 de Agosto), vamos pedir meia dúzia delas a Mário Miranda de Almeida da Orima e damos uma a cada jornalista. Vamos  esperar que ninguém venha de saias largas.

Rodrigo Santiago tenta encontrar um numero redondo. Tenta converter os euros em escudos. Mesmo assim a bota não bate com a perdigota. Ninguém vai nestes contos de reis da advocacia.

José Manuel Carrilho não se cansa de dizer que Leal Barreto lhe pediu dinheiro. Até confessa que num dos telefonemas falou com José Eduardo Simões. O construtor confessa que conheceu JES na Câmara Municipal de Coimbra. A juíza estranha as contradições, que são muitas. Não se percebe que Carrilho tenha falado ao telefone com JES sobre os donativos e não tenha feito na reunião que posteriormente teve com Simões.

16:05 - Ficámos na mesma! Termina o depoimento dos  dos imobliários do dia. Parece que ficamos por aqui. A juiza confessa que não aguenta o calor. No dia 2 temos escutas….mas, como não se percebeu se o aldrabão é Carrilho ou  Barreto, o MP não sai daqui sem pedir a extracção de  mais duas certidões das declarações destas testemunhas. Se não ganhar o  jogo no tempo regulamentar, sempre fica com mais uns trunfos para o prolongamento.

16:06 FIM

Publicado por osexoeacidade em 29 de Julho de 2010
Publicado em o sexo e a cidade

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