Académica: Pagamos para ver…e contar a verdade daqui a dois anos?!

Quisemos saber se o Presidente da Assembleia Geral da Académica era a favor ou contra a presença de “órgãos de informação não tradicionais” em reuniões deste órgão. O departamento de comunicação da briosa fez o favor de nos responder que:

 “Por indicação da Mesa da Assembleia Geral da Académica/OAF lamentamos informar que o pedido de credencial solicitado por V.Exª para estar presente na Assembleia Geral de hoje não poderá ser concedido pelo facto de a publicação por si indicada como sendo a que iria representar não se encontrar inscrita na Entidade Reguladora para a Comunicação Social.
Recordamos que a informação colocada no Site Oficial do Organismo Autónomo de Futebol e que motivou o seu pedido se dirigia a órgãos de comunicação social.”

Agradecemos a resposta. Em tempo de Troika até a uma nega se deve dizer obrigado! Ficámos “esclarecidos”, mas, quanto a este ponto, não era necessário darem-nos qualquer tipo de explicação. Nós sabemos quem somos. Mas percebemos a mensagem encriptada.

Sendo assim, podemos escrever que O Sexo e a Cidade  foi impedido de contar o que se passa na Assembleia Geral da AAC/OAF marcada para esta noite, apesar de já termos estado presentes em 14 reuniões deste órgão. Nunca tentaram evitar a nossa entrada…

Já se adivinhava algo do género, depois da tentativa de expulsão na última reunião, onde acabou por imperar o bom senso, pois permitiram a nossa presença até ao final da sessão.

Invocam que O Sexo e a Cidade não é um órgão de comunicação social inscrito na Entidade Reguladora para a Comunicação Social. (Deram-se ao trabalho de ir ver ou é só suposição?).

É verdade. Não somos. Nem temos de estar. Também não queremos entrar como jornalistas. Somos produtores de conteúdos. Não precisamos de títulos para contar o não querem que nós divulguemos.

Aliás, nunca dissemos que queríamos entrar como “publicação”, nem invocámos o que está no site para pedir a credencial.

No entanto,  sempre lhes podemos revelar que nada nos Estatutos da Académica/OAF impede a nossa presença ou permite a entrada da dita comunicação social. Pois…alguns professores da velha escola de de Direito de Coimbra esqueceram-se de tapar alguns buracos no documento que regula a “agremiação”.

Já agora, para todos os poderosos em geral e para os senhores que mandam na Académica, podemos informar que O Sexo e a Cidade não quer, nem precisa de ser regulado. Porque não existe nenhum tipo de legislação que o obrigue a tal. Porque entende que a ERC devia ser extinta, pois, em caso de necessidade, já temos leis e tribunais que cheguem para julgar eventuais ocorrências.

Se O Sexo e a Cidade quisesse ser jornal ou revista, bastavam 62,10€ para proceder ao registo. Mas não queremos, por enquanto. Somos livres, somos livres de escolher, mas se é para haver festa, até somos capazes de lhes fazer a vontade. Depois queremos ver qual vai ser a desculpa…

Enfim, é tudo uma questão de boa ou má vontade de quem se deixa instrumentalizar por corruptos. Fica o registo.

Até as maiores instituições dos EUA credenciam blogues, sites, agregadores, portais para as suas sessões…

É por esta e outras atitudes de algumas supostas elites que Coimbra continua a ser  a cidade do (des)conhecimento.

Tentámos entrar como sócios. A diligente funcionária já tinha os estatutos sublinhados a amarelo. Não fazemos parte dos cadernos eleitorais, argumenta, por isso, não podemos entrar.

Invoca a alínea f)  do artigo 22º, (DIREITOS DOS SÓCIOS) que refere o seguinte: “Requer a convocação de assembleias-gerais e nelas participar”. Mas o ponto 2 do referido artigo 22 indica que esse direito só pode ser exercido por sócios efectivos que detenham, pelo menos, dois anos de antiguidade…”

Certo, mas nós também não queremos votar em nada, só queremos asssistir. Voltámos a questionar. Volta a referir que não podemos entrar. Pedimos para falar com alguém da Assembleia Geral. Chama Fernando José Oliveira,  que acaba de passar a porta da Lojá do Sócio depois de ter jantado com o Condenado no Restaurante 39.  O médico  pede o “parecer” de Maria José Vicente (advogada com escritório no Estádio e 1ª secretária  da AG) e  de um outro senhor, que não conhecemos. Dizem-nos que também é jurista (Pedimos desculpa, por não sabemos o nome deste membro dos órgãos sociais).

Os três entendem  que os sócios só podem assistir a uma assembleia… dois anos depois de… se tornarem sócios. Garantem ter a certeza do que estão a afirmar. Como não temos os 24 meses de antiguidade,  afiançam que não podemos entrar, até porque no entendimento de Vicente, Maria José, daria uma trabalheira identificar quem pode participar ou assistir. Para eles assistir é o mesmo que participar. Não passa de uma opinião. Digamos que é uma visão demasiado próxima da direcção…

Voltamos a frisar: Nós pretendíamos assistir. Não queríamos participar na votação, pois sabíamos que os Estatutos não o permitem.

Resumindo, segundo uma leitura ligeira  da douta opinião desta troika, nos dois primeiros anos como sócios, os mesmo têm o direito de pagar as quotas e pouco mais. Bem, também devem poder ir aos treinos e assistir ao transporte de dinheiro em caixas de sapatos…

Resolvemos não insistir. Há formas legais de esclarecer este ponto dos estatutos.

Por isso, cá estamos em directo e ao vivo da esplanada do 39.

Quando nas mais altas esferas da briosa decidiram  impedir a nossa entrada,  pensaram em tudo, até nesta possibilidade? Perfeito! Parabéns. Nunca pensámos que O Sexo e a Cidade fosse tão popular!

Claro que isso só aconteceu porque alguém lhes disse que nós tínhamos um plano B…se não permitissem a entrada a blogues, sites, agregadores, portais, iamos como sócios.( Vá lá, confessem, nós não denunciamos o delator)

Alguns órgãos sociais daquela a que chamam instituição, em vez  de se preocuparem com os esquemas manhosos protagonizados por elementos devidamente referenciados pelas autoridades, preferem matar o mensageiro. Obviamente que nos diremos que tanto é o que vai à horta como o que fica à porta. Há muita gente acima de qualquer suspeitam em todos os órgãos sociais.

“MURAL” DA HISTÓRIA:

Quem não tem cão, caça com cartão…de sócio… daqui a dois anos…

NÃO.

Há tanta maneira de ver onde está o gato…

Não será um condenado a 6 anos de prisão por crimes de corrupção que nos vai impedir de contar a verdade. O Brasil não é aqui.

Fernando Moura

fernandomoura@osexoeacidade.com

Publisher de O Sexo e a Cidade

(Em actualização)

assistir
(latim assisto, -ere, colocar-se junto de, parar junto de, estar de pé, estar presente)

v. tr.
1. Estar presente; ser testemunha ou espectador.= PRESENCIAR
2. Estar presente para auxiliar ou acompanhar. =AJUDAR, SOCORRER
3. Cooperar, auxiliar.
4. Patrocinar.
5. [Desporto]  Passar a bola a um jogador que está bem posicionado para marcar golo.
6. [Pouco usado]  Permanecer em determinado lugar durante algum tempo.
participar 

v. tr.
1. Dar parte a; avisar, comunicar.
v. intr.
2. Ter ou tomar parte.
3. Ter natureza ou qualidades comuns a algum indivíduo.
Fonte: PRIBERAM


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