PSD: Uma festa sem Ponta(l)

 

O Sexo e a Cidade colocou um agente infiltrado no “invento” que marca a rentrée do PSD. Não, não foi ver se havia microfones escondidos nas condutas do AquaShow. Nem verificar a qualidade do jantar. Obviamente que também não foi ouvir o líder da distrital do Algarve ou o presidente do partido,que voltou a ser mais do mesmo. Pedro Passos Coelho não galvaniza os seus companheiros. Já estamos carecas de saber que dali não vem um sorriso.

Voltando ao principio. A missão do enviado especial destinou-se a identificar coimbrinhas que de férias ou de propósito tenham vindo até Quarteira cumprimentar Pedro Passos Coelho.  A missão foi possível, mas o resultado ficou aquém das expectativas, mas apenas no que toca ao numero de presenças, pois a embaixada conimbricense incluía pessoas tão ilustres como Constança Moura Firmino, Castanheira Barros, Paulo Júlio e Dino Alves…e Nilza de Sena. A kota ainda conta para a quota de Coimbra? Ah e também o Álvaro e o Secretário de Estado que anda a prometer o Metro. E Aguiar Branco que estudou em Coimbra…

Infelizmente, o nosso trabalho correu mal, pois a bateria da máquina fotográfica acabou quando o Primeiro Ministro se preparava para cumprimentar Castanheira Barros. Pedimos desculpa aos visados. Prometemos que não volta a acontecer…mas era quase meia noite e a pilha não é tão Duracell como Coelho.

Como sempre, O Sexo e a Cidade anda atrás das câmaras a divertir-se com o frenesim dos jornalistas. Topámos logo que aquele moço do Eixo do Mal, o Luís Pedro Nunes, também estava de olhos nos bastidores. Ele disse-nos que não. Mas apostamos que a reportagem vai sair no Expresso.

Dos forasteiros, Paulo Júlio foi dos primeiros notáveis a chegar. Depois vimos Aguiar Branco, cujo bronze deixou algumas senhoras a fazer comentários bem safados. A seguir veio Relvas, com ar de poucos amigos, mas com a namorada muito dentro do prazo. Finalmente, a loucura com a chegada de Passos Coelho, com a jota a fazer cenário para as 3 televisões. Ninguém abriu a boca, técnica que obriga toda a comunicação social a papar o jantar.

Por falar em jantar. Começou a servido já no final do discurso do Presidente do PSD. Já não há respeito. Mas antes havia cenouras, pão, manteiga, queijo, chouriço,vinho Alecrim e Frutis Laranja, Ananás e Maçã. Por isso, os mais apressados foram petiscando enquanto ouviam os 4 ou 5 discursos da noite.

A ementa do jantar que se realizou na sala onde  Fátima Lopes teve o Faces (A Tabela de preços a indicar o valor do Moet ainda lá está a dizer que 3 litros eram 600€) tinha uma sopinha de lagosta ou de faneca, Carne de Porco à Alentejana, com mais alentejana do que carne e para sobremesa ofereceram tortas, melão e pudim.

Todos tiveram direito a café e temos ideia que só não ofereceram um Medronho de Monchique porque a GNR estava na área. Convenhamos que por 12€ não se pode pedir mais, até porque quem quisesse conseguia infiltrar-se na boa e O Sexo e a Cidade teve direito a uma mesa para 10 pessoas, que depois cedeu em parte a uns sem abrigo dos media.

Por aqui já se está a ver que a lotação não esgotou, ao contrário do que foi dito por um dos intervenientes, mas temos de admitir que esteve uma boa moldura humana,apesar de  a coisa estar mais para avós e netos. Será que as pitas e as tias pensavam que o evento era no Seven, no Água ou assim?

Os da Marcha Lenta não conseguiram participar no espectáculo. Está visto que esta Comissão de Utentes da A22 não deve ser do PCP profundo. Isto com o Mário Nogueira era música ao vivo. Assim, só deu para ver que os policias que não andam fardados vestem de igual modo no norte e no sul. Quando é que percebem que aquela maleta a tiracolo dá demasiado nas vistas e que os casaquinhos de ganga estão completamente out. O reboque não serviu para nada.

E discurso de PPC, pergunta o e-leitor, que votou PSD. Na nossa opinião foi longo e enfadonho. Mais do mesmo. Uns 45 minutos. Quando é que ele aprende que o povo não gosta de conversa com a barriga vazia. Parece o Coelho da Duracell. Fala, fala, sempre a mesma coisa. O povo quer é alegria. Foi para isso que pagou. Vá lá, com aquele ar de quem foi ao pão e não gostou da padaria, anunciou que  2013 vai ser melhor. Diz que é o ano da inversão, mas que não podemos voltar ao regabofe. O homem não cativa e foi aplaudido por favor. Isto é que vai uma crise…de entusiasmo. Se quiser saber mais sobre este longo monólogo, veja na televisão ou compre jornais, pois assim aumenta o PIB

No final do “invento”, tivemos um sarau musical com dois agrupamentos da região. Domingos & Amigos foram aos primeiros a subir ao palco. Parece uma banda tributo aos Xutos e Pontapés, mas disfarça com a apresentação de temas de artistas que já bateram a bota, como António Variações ou Carlos Paião.  Este Domingos é daquele grupo Iris, esses mesmos, o do Atira-te ao mar Toino. Desconfiamos que não vão receber, pois fartaram-se de cantar canções de protesto do grupo de Tim e Zé Pedro.

A derradeira actuação este a cargo dos Sex Irish Men, uns escoceses com ar de quem mora entre o Barlavamento e o Sotavento e faz umas incursões pelo Barrocal.

Ninguém dançou. Decididamente, não era a banda sonora das vidas dos companheiros do laranjal. Se fosse no tempo em que O Sexo e a Cidade tinha Mordmo, decerto que ele ia pedir uma dança à Nilza, que estava  sexy de vestido branco, mas tão sozinha e tristinha… A eleita por Coimbra só arribou quando foi meter conversa com a esposa do nosso primeiro, que já deve estar habituada a estas secas.

E assim se passou uma boa noite por 12€. Agradecemos a BIC, mas para próxima podem oferecer um iPad. A bandeira vai para o nosso museu. Obrigado PSD. O último a sair (a)paga a luz e paga um copo no Bliss.

veja + imagens no FACEBOOK de O Sexo e a Cidade

Publicado por em Ago 14 2012 em Coimbra, Destaque 1, Galeria Fotográfica, Política.


Notícias Recentes